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As vezes nós ficamos indecisos em tomar algumas atitudes pois, temos medo de errar, das coisas não darem certo, das pessoas não nos apoiarem, de ficarmos sozinhos e desamparados. Ficamos cheios de conflitos porque não gostamos do que estamos vivendo e, embora possamos enxergar algumas saídas, não temos coragem de dar uma grande virada. Parece que estamos a espreita. Não confiamos em nós e não confiamos na vida. A vida já nos desapontou de tantas maneiras, como confiar nela, não é? Quantas e quantas vezes ela já não nos desiludiu? Quantas coisas já aconteceram que nós não queríamos que acontecesse? Quantos fracassos nós já curtimos e que nos machucaram muito? Pois é, toda dor vem dessa sensação de fracasso. Dos sonhos que fizemos e que não se realizaram. Toda dor vem da desilusão. Vem do castelo de sonhos desmoronado. Não foi como imaginamos que deveria, foi como foi. Fantasiamos tanto e as coisas não saíram como nós queríamos. Ai nós ficamos de mal da vida.Ficamos desapontados e brigamos com a vida. Não vemos que fomos nós que sonhamos, que idealizamos. Só conseguimos ver que não funcionou segundo a nossa imaginação. Não vemos que fomos nós que idealizamos demais, vemos sim,que a vida não nos obedeceu. Vivemos num mundo de ilusões,mas a vida só vai no real. Ou nós tomamos as atitudes necessárias dentro de nós, ou as coisas não funcionam mesmo. Não são os nossos pensamentos positivos que fazem as coisas darem certo. Só dá certo quando temos a atitude certa. É a atitude que deve ser positiva e não o pensamento. No entanto será que fazemos isso? Quantas vezes você se justificou, dizendo que é assim porque seus pais foram desta maneira e não de outra? Quantas vezes você não brigou com a vida porque seus pais não foram do jeito que você idealizou?
Quantas vezes você não se pôs de coitado, ao perceber que seu controle não estava funcionando?Quantas vezes você se pôs de herói, de batalhador, de lutador nesta
vida cheia de guerras a serem travadas? Percebe quanta raiva e quanta energia você desperdiçou em tentar fazer com que a vida seguisse o que você determinou e não o que era? A vida não ajuda quem esta em briga com ela. Se você usa a força que tem contra a vida, você se atropela na própria força. Ai as coisas começam a faltar porque você enfraquece o poder dela com o seu controle. A vida tem a hora dela, não é você que tem que dar a hora.A vida não é tua . Você que é da vida. Será que você percebe que criou ilusões e que se você continuar a criá-las vai continuar a ter desilusões? Será que você percebe quantos "deverias" e quantos e quantos "tinha que" você planejou para a vida fazer? Essas coisas até poderiam mesmo ser assim, mas você tem atitude interior para concretizá-las na sua vida? Será que você tem atitude capaz de atrair isso para você? A vida nos dá o que é para nós. Ela não regula bênçãos e nos quer felizes sim. Ela pode modificar-se, mas somos nós que temos que aprender a fazer. Muitas vezes entramos na do "querer", porém não temos o poder de tornar o que queremos realidade, não temos postura para sustentar nossa fé real, para que aquilo que desejamos se concretize. A vida reage segundo nossa atitude interior. Se não tenho a capacidade de atração, ela não pode trazer porque eu não sustento. A vida não tem limites, nós é que nos limitamos. "Ah! Você está dizendo que eu não sei? Que eu não consigo?" É! estou sim. Há muitas coisas que não temos maturidade para atrair. Não temos uma atitude interior que nos possibilite ter o que queremos. Veja, por exemplo, se você é capaz de, neste instante, se livrar de todas as suas ilusões. Será que você é capaz? Se ainda tem ilusão, ainda vai ter dor.Ainda vai se desiludir. Portanto não é a vida que é responsável, mas você que não deixou as ilusões de lado. Quando vamos tomando uma postura de humildade, onde o que eu sou, eu sou! onde o que eu posso, eu posso! e o que não posso, não posso! Vamos ficando mais do nosso próprio tamanho, vamos entendendo como a vida funciona, vamos aprendendo com ela e não com as nossasilusões.
Vamos juntos. Sabe, não há separação entre nós e a vida. É tudo uma coisa só. Se eu confio em mim, automaticamente estou confiando na vida.Se eu brigo com a vida estou brigando comigo, por tabela. A separação entre nós e a vida é uma ilusão nossa. Vida na verdade é o nosso sentir. Vida em nós é o diálogo profundo que temos conosco mesmo. É quando somos capazes de escutar os nossos sentimentos verdadeiros. Quando somos capazes de pensar de uma maneira harmônica, levando-nos para uma ação consciente, onde pensamentos e sentimentos estão juntos. E isso só é possível quando percebemos que nossa vida é única. Que ninguém pode vivê-la por nós e que nós também não podemos viver a vida de ninguém. Ela passa por nós e se torna única, porque nós somos únicos. Quando nos sentimos realizados, é porque estamos realizando o que é para nós. As coisas nos chegam em fluxo, no momento certo.Quando não estamos satisfeitos é porque estamos tendo uma atitude que não condiz com aquilo que é o nosso melhor. Se cortamos com a vida ela não pode nos dar. A vida é abundante para trazer as coisas para nós, quando estamos preparados para recebê-las. Se eu vou só atrás de minhas ilusões, se eu deixo minha cabeça voar e idealizar todos os sonhos que ela quiser, se fico hipnotizada pelos pensamentos catastróficos, pelos ideais de grandeza, como vou sustentar o que de verdade é meu? Se eu não disciplino nem o meu
pensamento, se sou influenciável, se quero ser maravilhosa e não real a vida deixa que eu vá até o fundo do poço para que eu perceba que não é por ali.A dor é só uma maneira da vida me mostrar que, o que eu achava que era, não era. A vida não põe, nós atraímos.Tudo começa e termina em nós. A vida se envolve magneticamente em nossas atitudes. Ela nos quer bem sim, pois quando estamos felizes ela é feliz em nós. Podemos lidar com qualquer coisa, quando lidamos com o Bem em nós. Se, usamos a nossa inteligência a favor da vida, tudo flui. Senão há um outro método. A vida nos dá um tempo de aprender para depois nos trazer o que queremos. Só que ela não passa em cima de nosso
arbítrio. Ela respeita. Deixa você bater a cabeça até aprender. Quando cansa de bater a cabeça e se rende à tua verdade a vida lhe dá o que você precisa.A dor era só um recadinho dela dizendo: Não é por ai! Ela permite que você se sinta perdido para que possa encontrar a sua verdade. Nos permite afundar em ilusões para que possamos descobrir o nosso real. Não espere as coisas melhorarem para você confiar na vida. Confie nela, tome uma atitude de bem para com você, para atrair o bem para você. Aceite a si mesmo. Confie em si, pois a confiança em si influencia suas mudanças e a chegada do novo em sua vida. A vida tem
muitos recursos, mas nós precisamos de atitude. Às vezes eu penso que Deus até queria me dar, mas minhas ilusões não deixaram...Então que tal você ficar do seu lado,
para ficar do lado da vida? Quando ficamos de nosso lado ampliamos a nossa capacidade de sentir e de fazer sentido, ai a vida tem significado. Muitas vezes estamos tão perdidos que não sabemos por onde começar. Que tal então buscar uma ajuda? Que tal você fazer um aconselhamento individual ou então participar de um grupo terapêutico? Aqui, no Oficina, nós temos um trabalho de aconselhamento muito bonito e
grupos deliciosamente divertidos e funcionais. São trabalhos terapêuticos. Uma viagem de auto-descoberta. Não é uma viagem curta e simples, nem tão pouco nos impede de esbarramos em nossas resistências e ilusões, pois vemos nossas cicatrizes e as tensões que ainda doem em nós. Deparamos com nossa vaidade e nosso orgulho, no universo que fizemos dentro de nós. Mas, é por isso que precisamos do apoio do terapeuta. O terapeuta funciona como um guia, um amigo, que reconhece
os perigos, enxerga as virtudes que você não enxerga, que aprendeu a lidar com as sombras e com as luzes e que está ali, para auxiliar você a fazer o mesmo. Ele lhe dá
a mão compreensiva e encorajadora quando você se sentir inseguro, tem sensibilidade para perceber até onde dá para ir a cada dia, de modo que você possa fazer a sua auto-descoberta de maneira mais confiante, mas lhe mostrará com clareza aquilo que dificulta sua vida. Estamos sempre numa eterna descoberta, a terapia pode nos ajudar neste sentido. Não é nos dar o paraíso, mas descobrirmos a força que temos dentro de nós, chegarmos a uma amplitude de consciência de modo que possamos nos exprimir melhor, aperfeiçoar o nosso autodomínio e
ampliar nossa capacidade nos fazermos felizes. Se eu consigo me fazer feliz, minha vida será feliz. O "Oficina" é um espaço criado para que você possa estar mais perto de você e descobrir o imenso potencial de felicidade que tem em si mesmo. Receba um grande abraço Lousanne |
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Hoje quero conversar com vocês sobre um sentimento que todos nós já tivemos e que é muito dolorido: a desilusão..... Quantas vezes nós já passamos por isso e quantas ainda vamos passar? Creio que muitas... Nós temos o costume de criar muitas expectativas em cima das coisas, das situações, das pessoas....Sonhamos.... Imaginamos.....Voamos alto.... e depois, quando os fatos não acontecem como nós imaginamos ficamos nos sentindo magoados, tristes, deprimidos....
Fazemos os nossos planos daquilo que julgamos ser o certo e quando eles não se realizam como os idealizamos ficamos desmontados, aí, costumamos reclamar da vida, das pessoas e muitas vezes de nós mesmos, que não fomos bons o bastante para conseguir.... Ficamos decepcionados com a vida, com as pessoas e com a gente mesmo.....Como não aconteceu como eu havia imaginado?
Isso acontece com as situações das mais corriqueiras, até os grandes dramas de amor.
Podemos ficar decepcionados por ter ido ao supermercado e não encontrar um produto que queríamos, até aquelas situações onde pusemos nossa fé total em cima de uma pessoa e ela não correspondeu ao que esperávamos dela.
Sabem aquela "sensaçãozinha" horrível que nós chamamos de dor de cotovelo? Lupicínio Rodrigues o grande compositor, foi o inventor do termo "dor-de-cotovelo". Esta expressão, não significa inveja, ela se refere à prática, comum nos bares, do homem ou mulher que se senta no balcão, crava os cotovelos no mesmo, pede uma bebida, faz bolinhas com o fundo do copo e chora o amor que perdeu. Nós nos identificamos com essas músicas....temos o mesmo pieguismo emocional, achamos lindo sofrer por amor, achamos que realmente somos vítimas da indiferença do outro, da falta de compreensão com o nosso afeto... Olha para você...veja as músicas que escolhe escutar, veja o quanto gosta daquelas que cantam a dor e a desilusão, o impossível, a solidão, a decepção... o quanto você crê que as pessoas são vítimas umas das outras... Todos nós, um dia já nos apaixonamos, todos nós já nos desiludimos... Ai saímos com aquela cara de vítima, sem nos conformar que a pessoa não é como nós achamos que ela deveria ser... "Como ela não é como eu pensei que ela fosse!!! Como a vida permitiu que ela fizesse isso comigo! Eu confiei tanto e olha agora!" Será que realmente fomos vítimas, será que realmente o outro nos decepcionou? O que fazer? Primeiro morremos de raiva do outro, depois morremos de raiva da vida e por último morremos de raiva da gente mesmo porque não adivinhamos o que ia acontecer... A revolta toma conta de nós... Ou a colocamos para fora, explodimos, choramos, fazemos escândalo, ou recolhemos tudo que estamos sentindo e implodimos, arrebentamos conosco... nos levamos para um buraco, o fundo do poço, como costumamos falar....Entramos naquela de "coitado de mim" e não resolvemos nada... Será que realmente fomos vítimas, será que realmente o outro nos fez de bobos? O que está acontecendo conosco? Nas duas situações, tanto na indignação quanto na apatia total, o que temos na verdade é que não queremos aceitar que a vida, as pessoas e nem mesmo nós somos como imaginamos.
Por que uma situação assim? Se nós nos inferiorizamos, se fazemos de nossos sonhos o objetivo de nossas vidas, se todo valor está fora de nós e não dentro ficaremos sempre decepcionados... As pessoas não estão aí para nos servir...Somos muito mimados, queremos que os outros solucionem nossas necessidades e quando não o fazem nos desiludimos... Com quem você esta decepcionado agora? Olhe e perceba o que você queria dele e que você mesmo não fez para você... Toda queixa é confissão... Você não assume o poder que tem...não assume responsabilidade por você. e quer que o outro assuma... É cheio de medo, mimado, pretensioso e depois reclama... Faz um modelinho e quer que os outros cumpram... Que tal você olhar para você e ver onde está se pondo... A verdadeira sabedoria começa onde termina o medo e começa avida... Temos senso, não precisamos deixar a imaginação tomar conta. Não podemos nos condicionar a sermos felizes só quando nossos planinhos de certo acontecerem... Quem alimenta muita ilusão acaba sempre em desilusão... Toda vez que colocamos um "deveria",um "tinha quê", já estamos deixando que a nossa ilusão tome conta... Inventamos um filminho na nossa cabeça e depois queremos forçar a vida a encená-lo... Um passe de mágica e tudo deveria ser como eu imaginei... Não queremos aceitar a realidade... a olhamos como cruel e negativa... A dificuldade que temos em lidar com o real é que nos trás as grandes desilusões, as grandes decepções, a dor e o sofrimento... Nos fechamos para ela e ainda nos colocamos como ofendidos, traumatizados, ela não é boa o suficiente para nós tão maravilhosos e tão bons... Nos vingamos... já que ela não foi como eu acho que deveria, também não serei como ela gostaria que eu fosse... Rejeitamos a nós mesmos, rejeitamos a vida, acumulamos uma série de decepções e vamos morrendo aos poucos de desilusão... ficamos doentes, somatizamos nossa fraqueza interior... Além disso, reflita comigo: Percebe? Percebe como estamos tão acostumados a cobrar do outro, que nem percebemos que nós mesmos podemos estar provocando nele a mesma sensação? Ou será que você é daqueles que nunca errou? Que jamais teve uma só situação na vida onde tenha cometido um deslize sequer... Será que você é mesmo um modelo de perfeição? Quem você se julga ser? para achar-se acima do bem e do mal? com que direito você nega ao outro o direito de cometer enganos? Será que você pode mesmo, como diria Jesus, atirar a primeira pedra? É... esquecemos que somos só humanos... erros e acertos... enganos e desenganos... Todos nós, queremos, de uma maneira ou outra, sermos felizes, todos nós, nos iludimos muito e sofremos com a humanidade do outro. Cobramos de nós sermos a perfeição encarnada e cobramos que o outro também seja... Não somos capazes de perdoar o outro porque não somos capazes de nos perdoar também.... Vivemos na ilusão de sermos o máximo e quando a vida nos mostra que não é bem assim, achamos que fomos traídos, mas na verdade nós já tínhamos ido contra nossa humanidade há muito tempo. A saída é encaramos a nós mesmos... se conseguirmos aceitar a nós mesmos do modo como somos, se assumimos responsabilidade sobre nossas atitudes vamos aprendendo que o poder é nosso e sendo assim as escolhas também.... é preciso um pouco de modéstia, de encarar que fazemos uso indevido de nossa imaginação, de que queremos ser algo que não somos... encarar que nos recusamos a entender e aceitar as pessoas como elas são... que a realidade depende de como nos colocamos dentro de nós mesmos... Depois que fazemos isso podemos modificar as situações... depois que descobrimos o que de verdade somos, podemos lidar com a realidade... nos livramos dos medos, das culpas, das preocupações, da angústia... Somos perfeitos para sermos só o que somos... Ao validarmos a nós mesmos ensinamos a vida a nos validar também... Ao assumirmos responsabilidade sobre nós mesmos, assumimos o poder de atrair as coisas que queremos... nos colocando no melhor, o melhor vem para nós... Ao nos libertarmos de nossos sonhos a vida abre a porta da realidade palpável de sua beleza... Que tal você assegurar-se de você mesmo? Vai assumir o seu poder ou vai se deixar ficar desiludido? A escolha é sua... Muitas vezes não sabemos como fazer isso, estamos há tanto tempo agindo sempre da mesma maneira que esquecemos o que é, ser si mesmo... Que tal você procurar ajuda? É uma atitude de bem para com você, quando busca o apoio e o auxílio para o seu auto apoio... |
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A palavra emoção vem do latim e significa "mover-se em direção à", isto é, toda emoção é um impulso para a ação e portanto cada emoção desempenha uma função única, com um tipo de resposta para cada situação. Quando eu digo única, não significa pura, pois isto não existe. A emoção é sempre uma somatória de diferentes emoções, uma associação que representa um estado emocional. Para se compreender as emoções e o que precisa ser compreendido nelas, requer que estejamos atentos ao próprio processo em que elas ocorrem sem julgarmos o que nele acontece, mas observarmos para podermos discernir com acuidade. Se, partimos do pressuposto que algumas são boas e outras são ruins, já partimos de um preconceito e portanto teremos uma visão parcial. Alguns filósofos e psicólogos opinam que há emoções saudáveis e outras doentias. Dizem que há emoções boas (alegria, prazer, satisfação, felicidade,etc..) e outras ruins; e que estas deveriam ser eliminadas de nossa vida ( ira, tristeza, nojo, medo, raiva, etc..) Percebo esta postura como algo idealizado. Com esta visão, numa vida bem vivida ,completa e ideal, certas emoções não poderiam fazer parte dela. Você consegue imaginar uma vida onde você não tenha tensão, ambigüidade, ou mesmo um desejo não satisfeito? Você consegue imaginar você seguindo sua vida retirando partes suas porque elas não se encaixam no ideal? Que vida seria esta? Será que seria vida? Eu acredito que tudo em nós tem valor e tem função. Tudo que sinto diz, em primeiro lugar, algo de mim para mim mesmo, portanto não há nada em mim a ser desprezado. Se eu, em vez de julgar a emoção como boa ou ruim, me dispuser a vê-la e perceber como ela me expressa, se ela faz parte de minha consciência saudável ou se ela demonstra distorções de percepções ou ainda falhas no meu entendimento e na avaliação parcial que fiz dos fatos, posso aprender com ela e integrá-la em mim. Sei que algumas delas são muito doloridas e que não é bom cultiva-las, mas se elas estão se fazendo presentes, é porque algo em mim precisa ser visto. É necessário que eu esteja atenta e aberta para poder examiná-las e poder perceber que tipo de ponto de vista, ou perspectiva estou usando na percepção de algo para estar sentindo o que estou sentindo. Se, ao contrário, me dispuser ao combate apenas porque elas não deveriam estar lá, porque não é “normal” ou não é “como seria certo eu ser”, estarei numa postura estereotipada, vaidosa, de não querer que elas estejam apenas porque não são “ideais”. As emoções têm um valor em si mesmas, na sua natureza especial, pois se referem a valores e importâncias que damos às coisas a nossa volta e em nós mesmos.Imagine você sem sentir aproximação, distanciamento, limites, invasão, fusão, ruptura, pressão, dor, Elas nos auxiliam a constituir nossa vida pessoal, interpessoal, social, cultural,etc.. Somos seres humanos, (demasiadamente humanos, como diria Nietzsche), não podemos desprezar o que nos acontece em nome de um modelo ideal de ser, de uma fantasia de “auto-controle”, ou mesmo de um equilíbrio que estamos longe de possuir. Essa fantasia ou ideal de ser nos propõe uma vida harmônica, sem tensão, sem conflito, sem polaridade, só possível no mundo das idéias, mas não no mundo real. Ora estamos alegres, ora estamos com vergonha, ora estamos entusiasmados, outras estamos sem auto-estima e assim por diante. Emoções “positivas” e “negativas” estão se alternando o tempo todo, carregadas de valores, interligadas umas com as com outras pela nossa afetividade que nos distancia ou aproxima de nós mesmos e dos outros. São meios necessários de se experimentar, lidar, resolver, fugir. Meios de viver e estar no mundo.Fazem parte integrante daquilo que somos. Não tê-las é não sermos nós. Aprendemos por ensaio e erro, aprendemos pela experiência. Tudo tem valor. Logicamente sentir dor ou desprazer não é gostoso, sentir tristeza é desagradável, mas são aspectos da vida humana. Podemos nos esforçar para aprender e ampliar a nossa consciência de modo a diminuir ou mesmo eliminar sensações que nos fazem mal, mas isso não significa que estas emoções não têm pleno direito de existir. Nossa inépcia emocional, nosso despreparo para lidar com o afetivo, nossa mania de grandeza, nossa filosofia de vida calcada em “modelitos” e chavões de perfeição, transformam efeitos em defeitos e o nosso orgulho corre a corrigi-los de modo que possamos posar de auto-confiantes e integrados. A enxurrada de livros de auto-ajuda em vez de dar aberturas para o nosso processo, para que possamos olhar sem medo o nosso interior, nos oferecem receitas e conselhos de como ser ideais no mundo de hoje, Vendem idéias prontas de como ser “o melhor” num mundo competitivo, o que muitas vezes me faz pensar que quem está comprando é o nosso ego. Já escrevi alhures que vida boa não é uma vida paradisíaca, mas sim uma vida onde aprendo a lidar com aquilo que surge em mim ou ao meu redor. É uma vida cheia de vitalidade e energia, lúcida dos próprios processos e não sem eles. Espiritualmente falando, uma vida onde tudo faz parte e onde aprendo a valorizar e escolher, a assumir compromisso e poder, onde aprendo a hierarquizar meus valores, rever minhas crenças, reformular meus pontos de vista, onde cresço em consciência. Temos sensações, sentimentos, emoções, pensamentos, numa rede interligada, onde cada atividade se conecta a outra, formando uma estrutura psíquica; soma-se a isso a nossa personalidade, nossa filosofia de vida, nosso estado espiritual, nosso tempo, nossa cultura, formação religiosa, corpo, particularidades, país, economia, história, relações familiares, nosso sistema neurológico, nosso sistema fisiológico etc... Nada está separado! Isto constitui o nosso mundo emocional. Valores!!! Valores que alimentamos, valores que descartamos. Nossos problemas não estão em nossas emoções, mas na maneira como nós as observamos e orientamos. Elas são reflexos de um sistema interligado e estão aí para me ajudar a decodificar o sistema e atuar sobre ele. Queremos ser conscientes, portanto faz parte desta amplificação de consciência: observar e reconhecer as próprias emoções, fazer um alfabeto emocional próprio, seguir a emoção e perceber sua relação com os pensamentos, perceber as crenças, os valores, examinar e conhecer as ações que elas provocam, perceber se elas estão no comando ou se é você, enfim vê-las como sinais, efeitos dos seus feitos internos. Observe e veja se assim fica mais fácil lidar com elas ... |
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Nós todos, de uma maneira ou de outra, ansiamos
por encontrar alguém que irá nos dar um sentido de unidade com o Cosmos, com o
mundo e com aqueles que o habitam. A
busca do Bem-Amado é na verdade o anseio da alma humana para a espiritualidade
maior, para a comunhão e a união com o Deus em nós.
Quando estamos apaixonados sentimos a
renovação e a transformação de nosso psiquismo: nosso corpo se expande, nossa
mente se amplifica, nosso coração fica cheio de compaixão, a alma se ativa e surge uma nova
perspectiva de olhar para a vida, perspectiva repleta de elevados propósitos e
cheia de confiança na beleza do mundo. As sensações e prazeres novos nos tiram
dos automatismos, da hipnose dos condicionamentos, das regras ilusórias do
moralismo sem senso de Bem. Numa operação do espírito, despertamos para nós mesmos
e descobrimos nossa sensibilidade de uma maneira muito individualizada, por
isso é tão bom estarmos apaixonados. Tudo que se escreveu e se escreve sobre
a sexualidade, sobre a afetividade, está muito aquém do que a experiência
possibilita. Reduzimos pobremente o erótico à sexualidade e desconhecemos o que
fica além. Além, há o mistério! È misterioso ir além do ego, é
misterioso romper com o ordinário, com o habitual, com a mediocridade, é
misterioso estar em si e se ter como base íntima, é misterioso sentir-se em
libertação. Isto é a erotização da vida! Ninguém é
erótico sexualmente falando, se não souber erotizar a
própria vida. O erótico é essencialmente transgressor. É um saber específico que dá um outro sentido
ao percebido. É um tipo de conhecimento individual que nos auxilia a vencer os
limites, nos dá coragem, vontade de mudar, de romper barreiras, de preencher o
que falta, de desejar viver, criar, amar, de resgatar a dimensão espiritual
amputada pelas normas da mesmice. É a busca de um
outro tipo de conhecimento, de um outro estado de ser, a busca por Deus no outro
e em si mesmo. Ao nos espelharmos nos percebemos divinos. Amor existe para ser realizado e não
idealizado.Toda idealização serve ao sistema. Erotizar a vida é viver de modo saudável, é
buscar a expressão mais íntima do ser. Tudo que somos tem mais do que razão
para existir. Precisamos aprender e amadurecer com as “imperfeições” e crescer
com as próprias descobertas. Observa as três versões da música “O que
será” do Chico (grande, grande Chico!) Perceba o quanto ele busca entender o
que se passa dentro do peito de cada um de nós.
Que energia é esta que nos bole por dentro, que brota a flor da pele,
que não tem jeito de dissimular? Que energia é esta que cantam os poetas
delirantes, que vive nas idéias dos amantes, que não tem governo e nem nunca
terá? Que energia é esta que não se
cansa de desafiar? É a energia que abre a porta, que conduz
a uma região diversa do ser, onde todas as coisas gritam a sua alegria de
viver, onde tudo que é vivo realiza a sua natureza, onde as emoções são luzes
fulgurantes e o erotismo um canto altíssimo, um contato com a essência última
das coisas. Nossa mais íntima aspiração é evoluir
para a luz, e esta sensação provocada pelo espírito imortal desperta-nos para o
questionamento, para a compreensão e para a consciência.Somos capazes do mais
sublime amor, do mais doce afeto, embora nos percamos, às vezes, brilha dentro
de nós um coração que sabe o que deseja e que ama com amor divino. Nos é permitido o treino, a
aprendizagem, a capacitação. Nos é possível o amor em meio a tantas ilusões,
desuniões, encontros e desencontros para que, como diria Hermann
Hesse, “na tolerância amante cheguemos mais perto do santo destino.” Um grande abraço Lousanne |
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Intimidade é amizade espiritual. É apreciação e não julgamento. È aceitação incondicional. É ter coragem de ir além do humano e ver o espírito. É fluxo de sentimentos. É dar-se espaço para ser si mesmo e reconhecer o espaço do outro para ser o que é. Falamos de amor e de sexo. Falamos como se tivéssemos realmente conhecimento do que isso significa.Quem de nós está realmente preparado para vivê-los sadiamente? O que é exatamente esse “sexo seguro”? Por que privilegiamos“sexo seguro” e não “amor seguro”? A expressão “sexo seguro” tenta denotar responsabilidade, prevenção,proteção e defesa. Está associada ao uso de preservativo na relação sexual. Praticar o chamado “sexo seguro” é certamente a tentativa de prevenir a associação do prazer ao desprazer, da vida e da morte, da alegria à dor. Já avançamos muito no que diz respeito à necessidade de explicitar que através da relação sexual existe a possibilidade da contaminação por bactérias, fungos, parasitas, vírus, que tornaria o exercício da sexualidade um ato nocivo. Esquecemos que também existe a possibilidade das feridas afetivas, da dor de alma, da contaminação com o vírus da menos valia, da rejeição subliminar, do desrespeito, da desconsideração, que abalam o exercício da afetividade confiante. Na verdade o que não avança é a reflexão sobre a parceria do encontro amoroso. O que a necessidade de praticar o “sexo seguro” está revelando a esta sociedade, que adota o comportamento afetivo alicerçado no ideal romântico das juras de amor eterno e na constante negação dos desejos e fantasias sexuais? O que na realidade estamos escondendo com o “sexo seguro”? Pensar que meu parceiro pode não ser seguro significa tirar o véu do idealismo e enfrentar realidades. Pensar que meu parceiro não é confiável é desmoronar o meu castelo ? Atualmente vários artigos, reportagens e pesquisas têm mostrado o aumento no índice de soropositivos que contraíram o vírus HIV de seus parceiros supostamente monogâmicos. Nestes casos o “sexo seguro” não foi adotado em nenhuma situação, muito menos houve diálogo sobre o assunto. O que prevaleceu foi a crença no ideal da parceria amorosa, da monogamia, ou pior, a falta do domínio sobre a sexualidade individual. Também é freqüente que o preservativo seja utilizado por um casal no início do relacionamento amoroso, sendo depois abandonado pela idéia de “envolvimento sério e confiança recíproca”. Creio que quando essa idéia é emocionalmente elaborada por ambos então ela passa a ser um valor real. O uso de preservativo na relação sexual do casal é abdicado em prol da lealdade que foi discutida e incorporada. Do contrário o discurso racional corre o risco de prender-se a fantasia e tornar-se virtual. Segue-se ainda que, em nossa sociedade, a palavra confiança está sempre atrelada ao ato da fidelidade e nunca ao contexto da lealdade. Ser leal é ser sincero, é assumir as escolhas que se faz e as conseqüências advindas destas escolhas. Quem de nós tem realmente auto-domínio suficiente para encarar ? O “sexo seguro” vai além do uso constante do preservativo na relação sexual de um casal. Falamos de intimidade. A reflexão nos coloca diante da possibilidade de escolha. Entendo que a poligamia ou monogamia são escolhas que fazemos, porém o respeito ao outro é um dever. A reflexão ultrapassa a questão da doença física e traz à tona a reflexão da doença psíquica.Ao fazermos a escolha assumimos mesmo o preço que ela tem?Se não o fazemos é porque não estamos sintonizados conosco mesmo. Há algo em nós que não está se coadunando conosco.Há um conflito interior. O“sexo seguro” passou a ter mais importância que o “amor seguro”. Ele promove a insegurança que, se não trabalhada pelos parceiros, transforma os relacionamentos afetivos em um jogo arriscado no qual ambos podem estar blefando. É preciso muito mais que campanhas informativas sobre a DST/HIV.É necessário conscientizar os indivíduos sobre o enfrentamento da realidade lá fora e dentro de si mesmos. E promover que cada um possa se apropriar da sua condição de ser sexual e afetivo, na verdade mais íntima de seu ser, de modo a não viver uma vida dupla, assumindo suas escolhas e pagando o preço por elas. Se cada pessoa tem o entendimento e a posse de sua sexualidade e afetividade, além dos limites que a elas são impostos na convivência comum, o sexo seguro e o amor seguro não serão mais fantasmas e se tornarão as verdadeiras práticas do amor. Se cada pessoa tiver conhecimento de si mesmo, do que quer para si, do que não quer para si, tratará os outros com respeito e atenção como se trata a si mesmo, pois cada um de nós é a sua própria lei. Se valido algo para o outro estou validando para mim mesmo. Pense nisso. Abraço Lousanne |

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  Sem vergonha de ser felizViver e não ter
vergonha de ser feliz... Cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz.... Esta música do Gonzaguinha é simplesmente linda...Nos
fala da identificação com a vida, com a beleza de cada instante, com aquela
sensação de encaixe. Nos fala de que tudo está como deveria estar. A vida não
erra. Você já parou para
refletir se você é feliz ou não? O que é ser feliz? Ser feliz é viver de uma
maneira paradisíaca, onde tudo se encaixa em perfeita ordem e harmonia? Onde se
tem tudo o que se quer? O que é ser feliz para você? Será que você esta feliz
agora? Repara que ser feliz é
uma capacidade, que podemos ser felizes apesar de... A felicidade tem a ver com
a capacidade de realização, de curtirmos aquilo que fazemos, aquilo que
sentimos. Ela nos fala de um
mundo dentro de nós e não fora de nós. Leva em consideração a nossa pessoa e
não a nossa personalidade ou os nossos sonhos. Será que você que não consegue
ser feliz com o que tem seria mais feliz se tivesse mais? Olha para você. Será
que realmente você seria mais feliz se todos os seus sonhos de poder, de
possuir, de controlar, estivessem concretamente realizados? Como você acha que
estaria? Percebe que mesmo que
as coisas fora de nós estejam bem, se nós não estivermos bem conosco de nada
adianta o fora estar bem? Imagina comigo: Tudo lá fora está como deveria e você
com você está como está agora. Será que estaria mesmo mais contente? O que estou
perguntando para você, é na verdade, se você está tendo sucesso em se fazer feliz? O que você tem feito
por você? Veja! Nós todos nascemos com a possibilidade da felicidade,
precisamos aprender a lidar conosco de modo a nos capacitarmos para ela. Felicidade tem a ver
com prazer, com aquela disposição interior de fluir com a vida. Com a sensação
de estarmos com o nosso melhor nos acompanhando em cada momento.Quando nós
estamos empenhados com o que estamos fazendo, quando nos envolvemos de modo
agradável e responsável conosco e com o que queremos realizar. Estou falando de
habilidade. A habilidade de nos tornamos pessoas felizes. Somos nós que nos
deixamos felizes ou não. A felicidade não vem de fora, vem de dentro. Ninguém
tem o poder de nos deixar melhor ou pior. Este poder é nosso. Você já viveu
situações onde tinha tudo para estar bem, onde as coisas estavam ocorrendo da
melhor forma possível , mas lá dentro de você tinha
algo que não estava bem. Assim, como também já viveu momentos onde o mundo está
caindo na sua cabeça e você ainda esta confiante, esta com você, não se
deixando levar pelas situações. É ou não é? Daí dá para você
perceber que o que vem de fora, não preenche. Que por mais que os outros façam,
se nós não nos permitirmos não ficaremos mais felizes.Dá para percebermos que
só o que vem de dentro preenche. O que é isso de
dentro? É nós escutarmos os nossos verdadeiros sentimentos.
Aqueles sentimentos reais que nossa alma produz em nós. Ë o compromisso
interior de irmos pelo nosso melhor. Isso exige o auto-reconhecimento. Exige
que tomemos contato com aquilo que de verdade somos, a aceitação daquilo que
somos. Na verdade estamos falando de valorização de nossa humanidade, da
satisfação pessoal de sermos nós. Ah! Mas eu valorizo e
ainda não estou feliz! É ? Será mesmo? Será que você
está valorizando o que sua alma sente ou o que sua cabeça cobra? Obedecemos
tanto nossa mente que nos distanciamos da alma. Quer ver isso claramente?
Pergunte-se o que te faria feliz agora? Imagine que tenha isso ai com você.
Agora olhe bem dentro de você e veja se realmente se tivesse isso em sua vida
você estaria completamente satisfeita com você mesmo. Estaria inteira e
satisfeita com seu coração e em paz com sua integridade.Mudou alguma coisa ou
só atenuou um pouco? Percebe que não muda, que só floreia
o cotidiano, mas que lá no fundo, bem no fundo, não era bem isso?Que a coisa é
muito mais com a sua capacidade de se tornar feliz? Ah!Eu não sou capaz
disso! Lógico que é.Todos nós somos fortes e todos nós
temos poder. Os problemas aparecem porque somos atropelados pela nossa própria
força. Tudo que até hoje
vivemos e superamos foi escolha nossa. Ninguém nos obrigou a nada. Na hora do
levantamento dos prós e dos contras, nós fizemos a opção e nos pusemos onde
estamos. Tivemos inteligência para fazer a análise e nos colocamos. Tivemos que
fazer a escolha
e escolhemos. Fomos aprendendo a viver enquanto vivíamos. É poder demais não é?
Repara que pagamos o preço de nossa aprendizagem. Pagamos quando escolhemos ir
por aqui e
pagamos quando escolhemos ir por ali, mas dos dois modos crescemos, aprendemos,
amadurecemos o que deu para amadurecer. Sabe, para a vida, não importa o
caminho a seguir. Importa a aprendizagem a ser feita. E aprender nós aprendemos
sempre, pois aprender está além de nosso arbítrio. Agora olhe para você.
Olhe bem para você. Se o poder é seu. Se você tem consciência deste poder, se
entende que as escolhas são suas, por que você escolhe ser infeliz ao invés de
escolher ser feliz? O que é mais gostoso? Se ainda culpa o
mundo. Você esta dando o seu poder para o mundo, você ainda esta buscando o
apoio do mundo para você. Você ainda é um mimado que acha que os outros têm que
fazer você feliz. Isto é, você esta escolhendo se fazer de fraco e quer que os
outros façam por você. Você esta fingindo para você que você não tem poder e
fingindo para os outros que é fraquinha e que são eles os responsáveis pela tua
felicidade. Na verdade você está usando seu poder para manipular e obter dos
outros aquilo que você não se dá. É um caminho bem complicado , concorda? Não seria mais simples e mais rápido
você usar este poder com você mesmo? Escolher ficar do seu lado, mais perto de
você e usar da sua capacidade criativa para se fazer feliz? Se nós queremos ser
felizes, com uma vida melhor e mais prazerosa, precisamos descobrir quem somos,
o que nos faz sentir felicidade. Não é buscando a felicidade e o prazer de
viver e sim, escutarmos a nós mesmos, olharmos para nós com respeito e com
carinho que iremos achar a felicidade. Percebe que é uma
capacidade? A capacidade de usar o poder de escolha. Um poder que se torna cada
vez mais claro a medida que nós vamos nos aproximando
mais de nós mesmos e descobrindo o que de verdade somos. O auto-
conhecimento é a chave da felicidade.Não adianta buscar fora o que é
competência de dentro. Quando aceitamos os
que somos, quando damos importância ao que sentimos, quando observamos os
nossos processos mentais, observamos os toques que nosso corpo nos dá, quando
nossa atenção esta voltada ao que nosso coração sente, estamos valorizando a
nós mesmos e ai descobrimos que a fonte somos nós. Se você quer uma vida
com maior amplitude, uma vida digna e feliz, precisa optar, escolher apoiar o
seu bem interior. Você é a porta de você mesmo. Tudo chega por você. Felicidade
e prazer dependem de como você cuida de você. Dependem do que você escolhe
valorizar. Dependem de você facilitar o seu processo ou não. Olhe ai para você
e se pergunte: Estou me facilitando a vida ou dificultando? Por que estou
fazendo isso comigo? Por que estou escolhendo ser assim? Há caminhos e caminhos
na vida. Cada um de nós esta fazendo o seu por escolha.Cada um de nós esta
usando o poder que tem e fazendo a opção. Somos inteiramente responsáveis por
aquilo que sentimos e por aquilo que pensamos. Somos inteiramente responsáveis
por nossas escolhas. Que tal você agora dar
as mãos a você mesmo e escolher ser feliz em si mesmo. Escolher ser feliz por
ser você, por estar vivo, por ser um espírito vivendo a aprendizagem do humano
e optando conscientemente por fazê-la de modo leve e suave para si mesmo, pois
tem absoluta certeza de que a vida esta sempre certa e que você é feliz por
opção. Neste fim de semana
estávamos em um grupo conversando sobre prosperidade e eu me lembrei de uma lei
que é muito importante e que nós não damos a devida atenção a ela. É a lei do
vácuo! Basicamente,
a lei do vácuo é a seguinte: se você deseja grandes bens e maior prosperidade,
comece a formar um vácuo para recebê-las. Em outras palavras, livre-se do que
você não quer para dar espaço para o que você quer. Sabe, duas
coisas não ocupam o mesmo lugar no espaço...onde tem
uma não dá para por outra..... Olhe a sua
volta... olhe quantas roupas há em seu armário que você nem usa, olhe aqueles móveis em seu
escritório ou em sua casa que você acha que não servem mais, olhe quantas
relações que você mantém e não gosta..... Muitas
vezes é difícil saber o que se quer, até o momento em que nos livramos daquilo
que não queremos... Nossas essências não fluem com facilidade em situações
confusas... Desistindo
daquilo que é menos importante, você estará automaticamente dando lugar para o
que é melhor para você...A Natureza abomina o vácuo... e
quando você se propõe a formar um vácuo, a essência do Universo se apressa para
preencher o lugar vazio... Então a
atitude de limpar, de fazer espaço, livrando-se de tranqueiras que não servem
mais é uma atitude próspera... Quantas
coisas você guarda ai dentro de você que não te servem mais? Quantas idéias e
quantos sentimentos estão aí guardados ocupando o lugar de coisas mais
gostosas? Por que será que você não põe fora? Nós amontoamos dentro de nós uma
série de pensamentos ruins, de sentimentos passados e doloridos e depois
reclamamos que não conseguimos mudar...Ora, nem temos espaço para o novo chegar
tão atulhados que estamos de lixo emocional, de maldade, de desconfiança e
medo... Cremos na
falta... cremos que um dia vamos precisar daquilo, uma
pobreza mental que emperra nosso progresso....A crença na falta atrai a falta...
A crença na falta já é maldade... Se plantamos a maldade colheremos o ruim.... Há muitos
sentimentos dentro de nós que precisamos deixar ir embora....A
raiva, o passado, as culpas, os remorsos, o medo, as dúvidas, as preocupações,
as humilhações, as amarguras , as desilusões, as
decepções....temos um álbum de fatos ruins e os
colecionamos como medalhas de nossa batalha na vida.... Não
atentamos ao fato que se veio na minha vida é porque tem a ver comigo...que havia uma situação ali e que eu atrai aquilo para mim,
que é responsabilidade minha....Portanto, é melhor eu
deixar a situação ir embora e ficar só com a lição que ela me trouxe....é muito mais leve e não ocupa espaço....(
Veja, por exemplo , se você tivesse guardado todos os livros e cadernos
que você usou para se alfabetizar....olha o espaço que lês estariam ocupando
dentro de sua casa....No entanto ...eles foram embora...e você ficou só com a
aprendizagem que não ocupa espaço em você ) assim é com as outras situações
também..... Se você
quer o melhor, a melhor maneira de consegui-lo é pôr-se no melhor....Não fale em falta de recursos, não se lastime, não se
mime, não se coloque como menos.... Comece a pensar e
agir na ampla e exuberante riqueza da vida.....
Aprenda a deixar o que não te serve a fim de dar lugar para aquelas coisas que você quer.. A medida que você abandona velhas idéias, velhas posturas,
que joga fora o que não te serve mais,
você vai substituindo por idéias novas, por criatividade , presentificando
você no hoje.... Sempre
desejamos uma coisa melhor do que a que temos..O
progresso assim exige...a vida se modifica a cada
instante... Assim como as roupas ficam pequenas a
medida que as crianças crescem, também voCê pode abandonar idéias velhas,
aumentando seus horizontes à medida que voCê vai vendo diferente e
prosperando...Abrir mão do que é obsoleto, é acompanhar o progresso...Quando
você se apega ao que já foi, você esta impedindo ou anulando seu progresso. Uma outra
atitude de trazer a prosperidade é a de não se negar a usar os recursos que
você tem, abrindo caminho para que novas riquezas afluam. Isto eu falo em
relação ao material, em relação aos seus conhecimentos e em relação a sua
espiritualidade... Quantas
vezes você tem um vestido que você não usa para não estragar, um aparelho de
jantar que é só para visita, etc...Quantas vezes você sabe o que tem que ser
feito e não faz... aprendeu, sabe como é e fica
esperando que alguém faça por você.....quantas vezes você
pede ajuda e não se ajuda... quantas vezes , por
exemplo você não pede para que alguém reze por você..... Veja! É
assim que você esta olhando para você... como uma
pessoa que precisa economizar pois senão passará falta.....Se você não usa os
recursos que tem... para que a vida vai te trazer
mais? Para ficar guardado? Ora, se vai ficar guardado é porque você realmente
não precisa deles então não precisa de mais... Portanto,
que tal você usar suas melhores roupas, usar os objetos mais bonitos para você mesmo...É como se você dissesse para a vida: “Olha é disso
que eu gosto” como a vida nos tem como modelo....Ela copia e nos dá sempre....A lei do uso é usufruir....Quando
você põe em uso você cria uma atmosfera de riqueza à sua volta, valorizando o
que tem , você sempre tem. Você se põe no bem e o bem
se ancora em você. Assim
também é com nosso conhecimento, nossa aprendizagem...Se eu ponho em prática
aquilo que eu aprendi, cada dia mais me chegam novos
conhecimentos, novas idéias, novas oportunidades... afinal
eu estou usando o que estou aprendendo....estou me
pondo na confiança de mim mesmo, estou me colocando no meu melhor... estou virando um pólo de atração positiva...portanto se minha atitude é positiva só atraio o
positivo.... Sabe, não é
a vida que seleciona, somos nós que nos excluímos. São nossas atitudes negativas
que provocam reações negativas. Nossas atitudes são materializáveis e não tem
nada de sorte ou de azar. Apenas vivemos aquilo que cremos. A realidade reflete
nossas crenças...Quando você toma uma atitude, ela em si se torna realidade.lá na sua mente ela apenas é uma idéia, no seu corpo ela é
uma sensação, no seu inconsciente ela é um modelo e no mundo ela é sua
realidade...Tudo ao mesmo tempo.... A realidade é
constituída pelas nossas atitudes. Mudou de atitude, mudou a realidade. Assim, a
gente esta onde se colocou... Mas se eu tive poder de me colocar onde estou,
também tenho o poder de me tirar daqui, afinal o poder é meu....
Isso é assumo a responsabilidade pela minha vida... Eu sou a causa de tudo....Causa é poder e o poder é meu! Se eu
decido que o poder esta fora esta fora, ai eu não posso fazer nada mesmo...Me ponho de vítima e sofro as
conseqüências de onde eu me pus. Se me ponho como causa vejo que posso
transformar porque o poder esta em mim e não fora de mim... Sabe, uma
coisa que atrapalha nossa prosperidade é que muitas vezes nós queremos porque queremos , mas achamos que não temos cacife para sustentar o
que queremos e ai a coisa não vem....Nos colocamos como pequenos e achamos que
não vamos conseguir...Nossa vaidade em querer aparentar os grandes sabichões,
os grandes conhecedores....que já precisamos fazer e
acertar tudo na primeira nos impede de nos colocarmos na postura de aprendizes
de nós mesmos.... Ai, para não mostrar que ainda não sabemos, ficamos nos
segurando no que sabemos, mesmo se o que sabemos manter sob controle não seja
uma coisa boa para nós....Com medo de errar, não vamos
pra o novo, não tentamos....estacionamos no
orgulho.... Sabe aquela coisa de dor...uma situação
dolorida , mas ao menos uma dor que eu sei lidar?E se eu tentar outra coisa e
não der certo? Prosperidade
vem da postura próspera...Vem de eu me olhar de uma maneira diferente... vem de eu olhar para mim com mais respeito, com mais
carinho, confiando que posso...Ela vem do meu auto-domínio,
da minha modéstia em aprender a lidar com o novo, da minha postura de estar
comigo, aceitando o que sou, aceitando a vida , ficando no presente e largando
o que não me serve mais... Vem de eu
assumir o poder que tenho, de sair da posição de vítima, de coitado, aposentando
o “pobre de mim” e assumindo a minha verdade...Isso mexe com as energias em
nós, com as energias a nossa volta... Passamos a ser mais
disciplinados, mais criativos, com maior capacidade de discernimento e
com uma capacidade produtiva muito maior e sem desgastes inúteis, pois não
gastamos energias em defesas que não servem para nada... Se, estamos
no nosso melhor não há necessidade de defesa...O bem passa a ser a nossa grande
defesa, pois quem esta no bem não precisa de defesa... O que trás a prosperidade
é assumir que eu posso fazer por mim e me colocar na postura que posso aprender
o que ainda não sei... Aprender... quantas chances a vida nos dá para aprender.....A cada dia
uma nova oportunidade, a cada dia uma nova lição... Nós, aqui do Oficina, trabalhamos exatamente neste sentido, de estar
ajudando você a se ajudar...De estar propiciando a você um lugar onde você
possa entrar em contato com você, pra ver o que é melhor para você.... Um abraço
gostoso Lousanne |

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  Mudança Todos
nós queremos melhorar. Ter uma vida plena.Buscamos uma maneira de nos tornarmos
felizes. A meu ver, vida plena é conquista. Um modo de direcionamento de mim
mesmo. Muitas vezes nos olhamos como seres estáticos e com pouquíssima ou
nenhuma capacidade de mudança.Isto dificulta, e muito, a nossa renovação. Uma
maneira boa e facilitadora é nos olharmos como um processo. Como um rio que
corre. Um ser que se move para algum lugar quando se sente interiormente livre
para se mover em qualquer direção. Quando
nos sentimos encurralados, quando nos colocamos num beco sem saída, achamos que
a direção que tomamos não foi a melhor, aí resolvemos mudar. Só que, queremos
mudar não porque é uma necessidade de alma, mas porque não admitimos a nós
mesmos que não era bem por ali. Queremos mudar porque nossa cabeça está
cobrando uma postura mais empreendedora. A necessidade de mudança não é da alma,
mas do ego, do orgulho. Saímos de um “eu tenho que” para outro “eu tenho que “ só que agora é um “eu tenho que mudar”. Nos
olhamos como se fossemos um erro com duas perninhas andando por aí. A nossa
vaidade fica nos mostrando o tempo todo quanto temos que crescer, o quanto
estamos atrasados em relação às outras pessoas, o quanto somos neuróticos. Queremos
fazer pose de gente que faz por si mesmo. Queremos mostrar a nós mesmos como
nos esforçamos. Nos esforçamos e esquecemos de nos dar força! Quando
nossa atitude é assim, as coisas não funcionam porque fazemos tantas exigências
absurdas, tantas cobranças que não somos capazes de modificação. Só o que
sentimos é uma imensa sensação de impotência. Eu costumo dizer que nos
atropelamos em nossa própria força. Acabamos
fechando os nossos caminhos com uma ansiedade louca, querendo controlar tudo. Em
vez de nos apoiarmos em nossa reciclagem, em nossa renovação, em nossa revisão
de posturas, acabamos por nos perseguir. Não posso mais ser assim! Não tenho
mais direito de errar! Não admito me sentir inseguro! Não quero mais chorar!
Não devo ser negativo! Tenho que ter postura! Tenho que me colocar no meu
melhor! Tenho que sair do orgulho! Tenho que me corrigir! Chegamos a nos exigir
que não façamos mais exigência. E
nada funciona. Não funciona porque quanto mais cobranças nós fazemos mais
nossas resistências aumentam tentando nos defender de nós mesmos. O resultado
disso é um enorme fracasso. Quem deseja vencer a qualquer preço está destinado
ao fracasso. A vida nos deixa fracassar para que nos
coloquemos numa posição de humildade. Só a modéstia pode nos levar a
modificações reais. É só quando estamos na realidade, aceitando aquilo que
realmente somos é que a mudança acontece. Não é para combater é para
compreender! Ninguém erra porque quer. Erra porque
não sabe. Quem não sabe precisa aprender e não se condenar. Quando nos
condenamos é o nosso orgulho exigindo que a gente seja melhor do que somos. É a
nossa vaidade cobrando que não deveríamos ser como somos. Ela sempre pede que
sejamos mais (e isso faz com que nos sintamos menos; daí
cobramos, cobramos e entramos num ciclo vicioso e não alteramos nada) Quando olhamos para nós e tentamos nos
compreender, quando olhamos e nos vemos como um processo de vida, seres em
crescimento e aprendizagem, percebemos que acertar e errar faz parte da
aprendizagem e temos direito a experimentar de tudo
para poder escolher. Aí, a nossa postura
é de abertura, de aprendizagem. Só aí, o melhorar tem realmente a conotação de
crescimento. Querer melhorar para crescer e não para mostrar que é melhor, ou querer
consertar a porcaria que pensa ser, tem muita diferença, não tem? Quando nos olhamos com os olhos do ego
o que vemos é sempre algo a ser consertado. Algo que é menos e que precisa ficar mais. Algo
que é torto e que precisa ficar reto para ficar igual aos outros.Todo mundo faz
e eu tenho que fazer também.Percebe que é uma fantasia? Percebe a ilusão? Não
existe realização interior. Quero mudar, não porque sinto que é bom para mim.
Quero mudar para parecer igual a todo mundo. Esquecendo que curar-se
é limpar-se de ilusões. Quer ilusão maior do que imaginar que a sua verdade é
falsa? Nós somos nosso próprio referencial.
Não há como eu me comparar com os outros. Eu só posso mudar em relação a mim
mesmo. É quando eu percebo que certas atitudes já não condizem mais comigo e
com meus sentimentos e preciso alterá-las. É quando eu me olho e vejo que há
certas coisas que não me servem mais e me renovo. Quando me olho como um processo de vida
em constante transformação, percebo que sou responsável por mim mesmo. Se eu
quero uma vida melhor para mim vou me auto disciplinando
com ternura, tomando providências interiores, tomando posse de mim, me vendo
como a causa de tudo na minha vida, buscando a atitude mais coerente com aquilo
que estou a sentir. Posso errar e posso acertar. Não tem
como eu me desvencilhar de vez das minhas ilusões. O possível é ir
compreendendo cada uma e trazendo para minha consciência aquilo que dá para eu
trazer e o que não dá a vida se encarrega de me mostrar. Nada é por acaso!
Conforme minhas atitudes interiores a vida é. Portanto eu sou o meu próprio
laboratório. Conforme eu me trato a vida me trata. Sou mesmo a causa de tudo.
Para cada escolha que faço há uma conseqüência. Se eu não me permitir
experimentar como vou saber se funciona? É sempre eu comigo. Eu posso contar comigo. No bom e no ruim. Eu
posso experimentar. É tudo uma questão de permissão. A segurança em alterar vem
da segurança que eu tenho em mim mesmo. Eu só posso alterar aquilo que
realmente existe, portanto posso olhar para mim e ver qualquer coisa, não
importa se é boa ou não, importa se a ilusão é minha, só eu posso trabalhar com
ela. Tudo pode ser melhor se eu me garantir
por dentro. Não é para eu me
perseguir na melhora. Se eu acreditar no meu potencial de renovação e crescimento,
as coisas vão se modificando, pois eu estou dando apoio a mim mesmo, crendo no
bem interior. Nós é que nos colocamos no nosso
melhor. Nós é que vamos experimentando posturas diferentes para ver se elas
funcionam para nós.Tudo é passível de experimentação. Podemos refletir sobre as
coisas e tirar nossas conclusões, baseados em nossas vivências. Sempre a gente
com a gente mesmo. Podemos ficar de bem com a gente mesmo independente dos
problemas que temos. Se nos colocamos no bem, se nos olhamos com os olhos do
bem, as mudanças fluem com mais facilidade, pois é assim que a vida nos vê. A honestidade conosco mesmo é muito
melhor que as cobranças. Ao olharmos o que pensamos e o que sentimos e
buscarmos a causa destas coisas em nós estamos dando valor ao que somos. Nos
frustramos menos porque não fantasiamos em cima do que imaginamos e sim nos
colocamos na nossa realidade. É só na realidade que o processo da vida flui. Universo infinito
Onde todas as energias se fazem Luz
é teu abraço Proteção
é tua função Ajuda-me
nesta viagem Para
dentro de meu coração... Universo
infinito A
estender-se nas ondas do espaço-tempo Expandindo-se
em profundeza... Conforta-me
com tua beleza Ajuda-me
no pensamento A
clarear minha escuridão... Universo
infinito De
majestosa amplitude E
esmagador mistério Ajuda-me
com tua grandeza A
ser de ti Partícula
de imensidão... Um grande abraço Lousanne |
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